Diogo Tavares's profileQuando a lua sorriu...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    September 20

    A mão que nos levanta após a queda...

    As folhas acumulavam-se nos caminhos...lentamente desciam das árvores rasgando o ar frio e seco e descansavam sob as pedras da calçada. Não me apercebi. Caminhei, sempre decidido, passo forte, largo...e já no fim...tropecei...senti o frio do orvalho matinal penetrar nas costas...húmido, amargo, amargo sabor da derrota de quem, a um palmo da lua, tropeça num cometa...tão inesperado, tão excêntrico na sua forma de ser...

    Algum dia o sentirias...questão de tempo...talvez...

    Não estava habituado...não é comum sentir a desilusão quando somos o rosto de toda uma causa...mas o risco existe, está presente em cada passo e é traiçoeiro, mesquinho e injusto...olhamos o chão e depois o céu, vemos a lua lá tão alto...pensamos que quase lhe tocámos...e deitámos tudo a perder. O passo foi demasiado impetuoso? Rápido, desequilibrado tal era a ânsia de chegar? Ou o chão estaria húmido e sujo e as solas gastas dos passos de outrora...e foi então uma infeliz coincidência de factores que nos atraiçoou?

    O destino talvez...

    Olho em volta...é Outono...os laranjas, castanhos e avermelhados confundem-se num lençol natural...o odor a terra molhada passeia-se pelo ar...e pensamos no Inverno, no árduo Inverno que teremos q enfrentar para merecer o calor do Verão...levanto-me...

    Não caminhas sozinho...lembra-te...

    Avermelhados, castanhos e laranjas...o vento frio e seco passa por mim...sinto o calor, e algo mais, subir peito acima, sufoco em ânsia e frustração...só vejo lençóis quando queria ver fronhas...só cheiro terra humida quando procuro o teu perfume...só sinto o vento frio quando desespero por sentir os teus cabelos...o teu toque...os teus lábios...nos meus...

    Não fujas para que eu te procure...olha-me...e encontrar-te-ei...sempre... =)


    August 28

    Determinado...mas não determinável

    "Determinado...mas não determinável"...as palavras ecoavam-lhe na mente enquanto tentava delinear o caminho...
    Parou o carro, abriu a porta e saiu...os cilindros conversavam alegremente por baixo do capot preenchendo o silêncio da aurora...tocou na chapa morna e sentiu o calor reconfortante...aurora ou crepusculo? Seria de crer que aquele dia já se esgotara, que a tarde dera lugar à noite e a escuridão desta fosse agora o palco por onde desfilava a luz de Apolo?*
    Esperou...Apolo erguia-se sim, o seu movimento lho confirmou, apercebeu-se que nada mais tinha feito do que deambular pelo mundo...(as palavras ressoavam convictas...) olhou em volta...viu o futuro como uma criança vê o saber indecifrável nos livros de um Doutorado...procurava no mar as certezas que a terra não dava...seria falta de adubo? Quem sabe...
    Entrou no carro...os ultimos meses tinham sido uma longa e tediosa espera pelo futuro já traçado..."já não está nas minhas mãos, agora..." dizia descartando-se do poder de decisão...umas longas férias da responsabilidade...assim seriam, ñ fosse o destino um animal caprichoso, hávido de reavivar "pecados velhos"...e mais uma vez...a lua quebrou a noite, num ciclo vicioso em que cresce, aparece, mingua...e morre...para renacer, tempos depois...
    Mas ele também crescera, como a lua...os pés calejados do caminho já calcado tornavam a carne mais resistente às agudas pedras do caminho...e a memória, precioso instrumento da razão, precavia-o da astucia do destino...ou pelo menos assim pensara...
    Não era, afinal, a mentirosa Lua quem despontava na noite...antes umas estrela, menos exuberante e altiva, mais sincera e consciente da frieza da noite...mas ainda assim, forte o suficiente para lhe iluminar o caminho...
    Avançou...trepou a pinheiros e carvalhos, escalou rochedos, paredes milenares com memórias dos mais recuados tempos...e sentiu...o calor, a luz, a doçura...das mais sinceras manifestações fisicas da natureza....olhou, cotemplou, desejou e por fim...
    Despertou...Apolo tinha subido no céu e olhava-o bem do alto do firmamento...o futuro tomara outra forma...do livro incompreensivel restava agora um esquema....uma linha ramificava-se em várias possíveis que se uniam mais à frente numa só...mais uma vez mostravam-lhe o quão insignificante era...dando-lhe apenas uma tarefa....que escolhesse o caminho que melhor se adequasse ao seus ideais...às suas prioridades...mas esqueciam-se, que no fundo...até o destino hierarquiza a sua intervenção...

    *Coisa engraçada o tempo...quimera criada para quantificar o momento (como se fosse possível), e que acabou por querer controlá-lo...e conseguiu! Não mais existiu Homem que vivesse sem senitr o preverso humor sádico deste...ser? Ah, pobre Einstein...dizias tu que apenas a velocidade da luz era constante...como estavas certo (ainda hoje duvido se falavas apenas em termos fisicos...ou se revelavas uma faceta filosofica)

    Nota: "Determinado...mas não determinável" é a permissa fundamental de uma teoria abordada por José Rodrigues dos Santos numa das suas obras literárias.
    November 10

    Olhares

    Um olhar...não um reles fotograma entre uma piscadela forçada...um olhar quente, um olhar meigo...daqueles que, sem dúvida, deixa marcas...superficiais, profundas...o tempo o dirá ou...talvez já o tenha dito.

    Tempo, engraçado como abusamos dele sem saber bem o que é...para além de "uma sucessão ritmada de instantes fugazes"...12 meses (talvez mais) foi quanto durou aquele olhar...um olhar que, hoje, será tempo, de tão fugaz e ritmado que agora é...sepultado entre o abismo que o próprio tempo criou.

    Pensei que fosse, sincero...sei que o foi quando te olhava, brilhando do alto celeste. Deusa, astro, luz...plena, débil ou (de tempos a tempos)...sombra...conforme a tua condição obriga. Aceitei-te como eras, "mentirosa" como o povo diz, bela como os poetas auguram...eras perfeita aos meus olhos, mas haverá perfeição maior do que ser simplesmente, humana?

    Lua...tu pecaste ao esquecer quem te guiava todas as noites pelo nevoeiro que te perdia...eu pequei pela inocência e loucura...

    O meu olhar marcou-te, como as crateras que expões na escuridão e só alguns conseguem ver...marcou-te tão ou tão pouco que simplesmente o esqueceste...poucos sabem o quão frágil és, mas a tua órbita está traçada...tal como a minha…

    A noite não é a mesma sem luar...mas não deixa de ser noite só porque a lua é "nova"...cresceste, atingiste o auge e minguaste...mas novas luas chegarão nas asas do tempo...

    Lua...
    Lembrar-me-ei sempre que a noite cair...e tu? Lembrar-te-ás de mim?

    September 09

    Is This The World We Created?

    Is This The World We Created?

     

    by Brian May and Freddie Mercury

    Just look at all those hungry mouths we have to feed
    Take a look at all the suffering we breed
    So many lonely faces scattered all around
    Searching for what they need

    Is this the world we created?
    What did we do it for?
    Is this the world we invaded
    Against the law?
    So it seems in the end
    Is this what we’re all living for today?
    The world that we created

    You know that every day a helpless child is born
    Who needs some loving care inside a happy home
    Somewhere a wealthy man is sitting on his throne
    Waiting for life to go by

    Is this the world we created?
    We made it on our own
    Is this the world we devastated
    Right to the bone?
    If there’s a God in the sky looking down
    What can he think of what we’ve done
    To the world that he created?

     

    Proponho que ouçam esta canção e reflictam...cada vez mais a juventude (leia-se a sociedade) está impregnada com a banalidade e as "modas".

    Irrita-me, irrita-me que todos tenham que seguir "um padrão", um modelo comportamental predefinido por “meia-dúzia de deuses” que nem se quer conhecemos, sujeitos a sermos rotulados e agrupados em estilos consoante a musica que ouvimos, a roupa que vestimos e tantas outras características que supostamente “definem um ser humano”.

    Nunca concordei com estereótipos, sempre dei voz à liberdade dos outros calando estes pensamentos que infelizmente já se entranharam em cada um de nós, evitando julgar pela vestimenta, pela pronuncia (seja ela do norte como canta o Reininho ou do Algarve como é apanágio do Camarinha) ou simplesmente pela estrutura física…e graças a essa digna forma de encarar o mundo fiz amizades e cometi erros…umas compensado as outras…

    Sempre cultivei a minha forma de ver o mundo, a minha própria maneira de encarar a diferença, expondo e defendendo as minhas convicções mas ao mesmo tempo tolerando as dos outros...e agora pergunto…não será esta obcessão pelo "catalogar" a base de todos os contratempos da humanidade?

    Pensem…será este o mundo que criámos?

    July 24

    Outra parte de mim...

    Há poucos dias estreei um novo blog, mais descontraído, bem-humorado e interventivo.
     
    Dará corpo a todas as minhas teorias, indignações e "revoltas" sempre num tom bem cómico e irónico.
     
    Este blog continuará a existir como exteriorizações da minha alma ou simples destino da minha liberdade escrita.
     
    Espero que visitem os dois, sem no entanto descuidarem que são duas produções do mesmo autor.
     
     
     
    Obrigado pelos comentários,
     
    White Tiger // Diogo
     
     
    July 06

    Numa noite de Verão...

    Lentamente os seus olhos abriram-se...o meigo beijo da noite despertara-o...
     
    Percorreu o horizonte ainda ensonado...aquela escuridão quebrada fazia lembrar num todo, um qualquer quadro de Dali...
    Penetrando as copas dos pinheiros, um par de  luzes descem a encosta num bailado quase hipnótico, assistidas pela lua lá do alto...
     
    Os olhos fecham-se...
     
    Roncos ecoam pelo vale...grave, crescentes...
    Noutra noite, noutro tempo, seriam  melodias, tentações...hoje não...hoje nada mais são do que a banda sonora perfeita que se desvanece no ar...
     
    Os olhos abrem-se de novo...
     
    As luzes desapareceram...o silêncio regressa, apenas interrompido pelo cantar regular de uma cigarra...hoje lento, enfadonho...é assim quando não faz calor...
    Sentado na varanda, de costas para a janela...de frente para o mundo...sente em cada sombra a pincelada divina da natureza...e no seu peito a brisa reconfortante do sentimento...
     
    O olhar move-se...descansa agora sobre o relógio de pulso...os algarismos vermelhos sucedem-se no mostrador...baptizaram uns de minutos, aos outros de horas...mas ambos desfilam perante os seus olhos, como modelos na passerelle do tempo...
    Estranho...o seu desfile não é penoso como de costume...aliás, é ele quem lhes pede que não corram, que não fujam...implora-lhes que fiquem, que parem...mas o tempo é como a luz, se pára não existe...
     
    - Só uma vez, quebrem as regras...
     
    Pede-lhes a eternidade de um momento, de um suspiro...de um suspiro...
    Os olhos abrem-se...
    O meigo beijo dele, desperta-a...
    Os seus olhos não percorrerm o horizonte, fixam-se nos dele...
    O tempo não corre mais...pára...o impossível torna-se possível e a eternidade torna-se...num olhar...
    Ela ajeita-se nos seus braços, ele acaricia-lhe os cabelos...trocam confissões, segredos, emoções num único gesto...os olhos dela fecham-se enquanto se aconchega...os dele fixam-se numa estrela...
     
    - Obrigado...
     
    Lentamente os seus olhos fecham-se...a noite acalma e o tempo passa...como se de um sonho se tratasse...
     
     
    April 24

    As Horas

    As horas…nada mais são do que intervalos cronometrados no relógio da vida.

    Períodos mais ou menos longos (consoante o momento ou o efeito) que marcam a passagem do tempo.

     

    Para alguns, são como leves brisas que acariciam o rosto num momento de pura felicidade, para outros, ferozes tempestades que deixam esse mesmo rosto enrugado, gravando na fina camada de pele o que a vida gravou no coração.

    Naquela tarde de Primavera, também ele se sentia como prisioneiro do tempo.

    Os seus sonhos, alguns tão materiais quanto o mundo (poderemos censurá-lo por isso?), dependiam deste compasso (ir)regular.

     

    Demasiado novo para ser dono do destino, quase demasiado velho (pensava ele) para agarrar as oportunidades que eventualmente surgissem. Refém do tempo, temia que as horas se tornassem um empecilho na hora de mostrar o seu valor…e por isso ansiava, desejava…dependente de algo que não controlava.

     

    Como se sentia inútil, detestava não controlar pelo menos uma ínfima parte do que se passava à volta dele…habituado a ser dono de ele próprio, o seu espírito obrigava-o a depender apenas dele para alcançar o que desejava, mas a vida não era assim…e ele compreendia – “Não és dono do mundo” – repetia-se.

     

    Quando algo não dependia dele, entregava-se de corpo e alma à mercê de quem o fizesse feliz, tal como se encontrava agora disposto a entregar-se totalmente ao sonho que o perseguia.

     

    Navegava através da noite, na escuridão do seu sono, afinal esse sonho era apenas um…faltava outro, apenas mais um outro…ter dois sonhos seria assim uma ousadia tão grande?

    Ele não o achava, aliás, “o outro” como ele lhe chamava, era mais do que um capricho pessoal. Nesse “outro”, o pobre procurava um destinatário para todo o seu carinho…como se se redimisse do egoísmo a que o primeiro o submetia.

     

    Queria ser Deus e a todos os Homens conceder a felicidade eterna…

     

    Tolo, a sua condição de homem limitava-o…não era Deus não senhor, nem Santo nem Anjo...era homem e como homem que era, fazia de Deus à sua maneira.

     

    Procurava alguém, sim, alguém para amar…alguém tão particular que, provavelmente, demoraria séculos a encontrar…mas ele confiava no destino, e procurava…

     

    A noite chegava, a luz da lua despertava-o suavemente…as horas tinham-se perdido com o anoitecer. Ergueu-se e olhou as estrelas, subitamente, as horas pararam…uma imagem formava-se na sua mente…sabia que algo de especial o prendia…só não sabia o quanto…

     

    fiquem bem ;)

     

    Diogo

    March 18

    A vida...

    Durante a vida somos confrontados com diversos obstáculos. Situações onde os nossos limites são ultrapassados por força de circunstâncias nunca antes vividas.

    Afinal…crescer é apenas isso...navegar por “mares nunca antes navegados” e aprender.

    Como sempre, o sofrimento é o caminho para a glória…para superar limites é preciso sofrer e apenas sofrendo seremos capazes de dar o devido valor a cada conquista.

    Com o tempo, as lágrimas mostraram-me a eficácia de uma entidade a que muitos chamam destino, ensinaram-me, pois, “a minha maneira de ver a vida”.

     

    Como brisa gelada de Inverno que se levanta e sem aviso nos fustiga…é assim que a vida nos acorda…

    Pensamos que é um pesadelo…tudo o indica…até o óbvio se declarar certo.

    Nesse momento paramos…brancos como a neve, sucumbimos ao choque, e por segundos que parecem horas somos mortos conscientes, presos a uma realidade que não conhecíamos…

    Segue-se então a dor e a escolha entre a ténue protecção da frieza e racionalidade…ou a humanidade do pânico e do desespero…é esta a prova de vida, o momento da verdade…o coração cede, as pernas tremem…a alma vive e impele-nos…

    Abandonamos então toda a raiva, frustração e desespero num qualquer canto esquecido, esperando pelo momento oportuno…

    Agimos, pensamos…salvamos…entre sorrisos e bons agouros pressagiamos o final feliz dos contos de fadas…fazemo-nos fortes para os outros o serem…

    E então o silêncio vem, a solidão tão desejada e a calma aparente de uma vida entregue nas mãos de Deus…

    Sentimos o vento…desta vez real e mais ameno…aos poucos, os sentimentos esquecidos são relembrados…a dor volta…e a tristeza…e a raiva…sentimos um turbilhão de emoções e as lágrimas começam a cair…

    Como chuva abençoada, limpam, purificam o corpo…o símbolo da tristeza é agora um alívio.

    O sol brilha, limpos, voltamos a enfrentar o mundo…com a incerteza do dever cumprido, mas com a certeza de que crescemos…e que juntos vencemos uma batalha…juntos resgatámos uma alma (quase) perdida…

     

     

    E assim, crescemos, tronamo-nos os adultos de amanhã...mais conscientes, mais experientes...mais felizes...

    January 14

    Dreams...nothing more than dreams...

    As luzes apagam-se, o silêncio difunde-se e a alma perde-se...

    Lentamente, do escuro surge a bruma...da bruma surgem os desejos...e os medos que se confundem...recordações passadas, vivências presentes, vontades futuras...sucedem-se, como fotogramas no escuro do cinema...um após outro...e logo, sem lentidão nem bruma...o negro do quarto, quebrado pela pequena fresta da manhã...

    São assim os sonhos...curtas metragens da vida, onde o bom e o mau se cruzam  num enredo rápido e conciso...

    São assim os sonhos...mundos inconscientes onde por uma vez, somos sinceros...connosco...

    São assim os sonhos...directos, sem hesitações, mostram-nos com clareza o que o coração sente...e a mente quer deturpar...

    Afinal não somos nós que perseguimos os sonhos...são eles que nos perseguem, são eles que nos dão a vontade, o desespero e logo depois a esperança...são eles que nos fazem tentar até mesmo o impossível, que nos fazem enfrentar os outros e pior, nós próprios...

    Maior que os obstáculos da mente...impostos pela vida...são os obstáculos do coração...impostos por nós...

    É então que reconhecemos...a luta que travamos contra Adamastor não é mais do que uma luta contra nós próprios...a mais titânica alguma vez sonhada.

    Conheço os meus sonhos...conheço os meus limites...conheço o enorme fosso que os separa...porque vivo? Para quebrar os limites...para saltar por cima desse vazio...e alcançar os sonhos...que afinal (e como diz o poeta)...comandam a vida...

     

    Beijitos e abraços

     

    Diogo // White Tiger

     

    December 07

    Dezembro...há um ano atrás...

    O que vem a seguir foi escrito o ano passado...em Dezembro...

    Nessa altura havia um destinatário...ou melhor uma...

    Muitas coisas se passaram...muitas outras se perderam...pouco ficou...este texto faz parte desse pouco...

     

    Vejo os montes…brancos como tantas vezes já estiveram…montes que me viram nascer e crescer, testemunhas daquilo que sou hoje…vejo o jardim, onde tantas vezes caí e me levantei, enquanto chorava a dor…como ainda o faço no jardim da minha vida, caindo e levantando-me por entre lágrimas…

    Mas não era esses tempos que recordava olhando os montes brancos da “minha serra”…recordava sim um sonho…

    Lembro de um dia sonhar…não sei quando ou onde…mas de um dia sonhar…

    Era véspera de Natal…a neve caía suave e fria…era um Natal como todos os outros…mas havia alguém…uma rapariga…não sabia o seu nome, não conhecia as suas feições, a sua beleza…nunca a tinha visto…no entanto amava-a como ninguém…

    É meia-noite…todos saem…menos nós dois…a lareira crepita alegremente envolvendo a casa num suave tom alaranjado…as luzes estão apagadas…duas sombras apenas se distinguem…duas sombras olham a vidraça, contemplam a noite limpa…duas sombras abraçam-se, beijam-se docemente sob a fraca luz da lareira…a chama ardente da paixão ofusca a ténue labareda do "fogareiro", a neve começa a cair como algodão pincelando (ainda mais) a paisagem de branco...tudo é natal...tudo é amor...tudo é um sonho...

    Tudo era um sonho…mas recordo-o como se fosse hoje…

    É meia-noite, tal como no sonho… …todos saíram…estou sozinho…a neve cai do céu, suave e fria…tal como as lágrimas me caem do rosto…olho a vidraça…vejo-me ali…só...sob a mesma luz de reflexos alaranjados que o meu sonho prometia…mas nem sinal da rapariga…olho o céu…está de um azul triste esta noite…procuro nomes para a misteriosa rapariga que beijava no meu sonho…estranho…apenas um nome me ocorre… mais estranho ainda…a tua forma é a única que encaixa naquela sombra…

    Parvo…deixaste-a partir…e agora sofres…deixaste que a única rapariga que amavas partisse sem saber o quanto a amavas…então corro…corro sem saber para onde…as lágrimas escorrem-me ao longo do rosto…porquê?...pergunto-me…porque é que tem que ser assim???

     

    Apesar de esquecido...sinto a falta do amor que aquela brisa Invernal trazia...do amor, apenas do sentimento, nada mais...é apenas um pormenor na minha doce e alegre vida...mas como diz o povo "a vida é feita de pormenores"

     

    E se não voltar a escrever até lá...

    *** BoM NaTaL, PeSsOaL ***

    Beijos e abraços

    Diogo // White Tiger

    November 11

    E tu choravas...Lua

    Era noite e tu choravas, lua…

    Como sempre, naveguei por entre os mares do céu e sentei-me junto a ti…consolei-te, sorri-te, abracei-te…noite após noite aconcheguei-te, noite após noite assisti ao teu recobrar, desde a escuridão total até ao pleno brilho do teu disco celeste…

    Até que um dia desapareceste, só restou solidão e a memória dos dias em que me contradizia, numa antítese completa entre a alma e o corpo…só para te ver sorrir…

    Decidi então recomeçar, esquecer por momentos que fui o pilar de todo o céu…esquecer os encontros, os sorrisos, o terno abraçar correspondido pelo teu sorriso, lua…esquecer…

    O tempo passou, a alma sossegou…não havia luz que a despertasse nem escuridão que a entristecesse, tudo era calma. A normalidade do dia era rematada pelo silêncio da noite e no dia seguinte, a mesma monotonia, a mesma música taciturna e sem ritmo…

    Então, uma estrela chegou, pela mansidão da noite…e naquele calão a que só os pequenos pontos luminosos se condescendem, relembrou o conto…a frase sem fim onde um pequeno pilar suportava a lua e todo o seu céu…parei…não era de todo aquele caminho que queria seguir, mas a saudade tentava…hesitei, talvez se…não! Era melhor continuar, seguir aquela melodia afónica…esperaria apenas por uma notícia, despertada pela curiosidade…apenas isso…curiosidade, irrelevante curiosidade…

     

     

     

    Abraços e Beijitos

     

    White Tiger // Diogo Tavares

    November 06

    4//11//2005

    Ouvi a chuva...afastei os lençóis e abri o chuveiro...lá fora a chuva parou, e o sol ergueu-se por entre as nuvens...
     
    Foi assim o meu acordar...16 anos depois do primeiro...como sempre (desde que me lembro) os dias chuvosos de Outono deram lugar a um solarengo 4 de Novembro...
    Não compreendo o porquê, mas penso que há coisas na vida que simplesmente não têm explicação...
     
    Caminhei por entre a manhã fria, e segui, pela estrada da vida...fugi aos abismos, tropecei nos buracos, deliciei-me com a chuva, voei ao sabor do vento e caminhei...
     
    Parei, pensei...por entre abraços e beijos recordei...os anos, as pessoas, o tempo...
    Tentei agradecer a quem não pude, dizer o que não disse, fazer o que não fiz, para chegar à conclusão que nada pode ser mudado e a vida...a vida é como tem de ser...
     
    Fui juntando...sentimentos, qualidades, defeitos...completando o que jazia incompleto...mas faltava sempre algo mais...uma gota de chuva, um simples sorriso, uma estrela no céu, uma flor na terra...
     
    Fui vivendo, aprendendo, crescendo...para no fim me tornar no que sou...marcado pela vida e pelos "pequenos pormenores" que, quer queiramos quer não, a comandam...
     
    O caminho é longo, eu sei, mas prossigo, com a protecção (não eterna, julgo) de todos os que me amam...cresço, adapto-me ao que me rodeia, transformo-me, torno-me mais velho, mais sábio e igualmente mais ignorante...
     
     
     
    P.S. Obrigado a todos aqueles que fizeram do meu dia de anos (e mais importante, da minha vida) um belo e luminoso dia de sol...
     
     
    October 28

    November Rain

    ->Estou de volta e completamente vazio...espero que Novembro me traga dias mais animaditos...

     

     Os seus passos ecoavam por entre a chuva…lentamente caminhava, chapinhando por entre os pequenos lagos do passeio…não ligava, era aquele o seu mundo…

    O vento opunha-se àquele caminhar frio como as gotas que o banhavam. Para si, eram como lágrimas choradas por uma deusa…

    Caminhava indiferente, bebendo cada pedaço daquele ambiente tristonho…era aquela a sua fonte…

    A cada passo a sua alma perdia-se no acinzentado do céu, embrenhada naquela nostalgia que só os dias de chuva lhe proporcionavam. Sentia-se vazio, preso ao dia-a-dia. Não havia sonhos, não havia desejos, tudo era mecânico…o acordar, o adormecer, o viver…

    Por entre as folhas caídas via-se recluso de si próprio, como se o seu coração fosse uma “caixa de pandora” e os seus sentimentos demónios dos tempos antigos…e caminhava, por entre as gotas, movia-se lentamente, procurando um olhar, um sorriso apenas…

    E por fim, parava, olhava os seus cabelos molhados, os mesmos olhos que, como os seus, perscrutavam aquela tarde chuvosa…e por fim sorria, naquela tarde, sorria e por fim…corava, contrariando o frio que o envolvia…

     

    'Cause nothin' lasts forever, even cold November rain”

     

     

    P.S.

     

    Dia 4 de Novembro volto a escrever mas por motivos especiais...ou não fosse eu um belo e luzidio Escorpião ehehehe

    September 26

    "Eu queria conquistar palavras..."

    "Eu queria conquistar palavras..." tudo começou a partir daqui, durante a aula de Português de 11º ano...seguiu-se um texto que mais uma vez partilho com vocês...

     

    Abri os olhos, no horizonte o sol erguia-se por entre os montes numa manhã fria de Inverno.

     

    Não era o primeiro nascer do sol que via em toda a minha vida, mas a sua simplicidade deixou-me perplexo. Era apenas um semicírculo alaranjado num céu em tons de anil, entrecortado por uma ou outra nuvem de tonalidade arrosada.

     

    Naquela manhã percebi… com a vida aprendemos a dar valor às pequenas coisas que por vezes se tornam tão grandes, aprendemos a respeitar uma formiga, a adorar um luar, a perder alguns minutos a observar a chuva…e até uma simples gota de orvalho.

    Naquela manhã percebi o quanto desejava chamar-lhe minha...Simplicidade, era o nome dela…e estava presente em tudo o que eu achava belo…presente num sorriso, num olhar, num ajeitar de cabelo…e a tudo aquilo eu chamava amor…

     

    O amor…a outra palavra que eu julgava minha, mas tantos outros a usam…coitada, de tantas vezes ser usada sem razão tornou-se obsoleta...por isso a guardaria, bem segura no meu peito, seria usada apenas e só quando as circunstâncias o exigissem…egoísmo?

     

    Não, apenas cansaço de a ver escrita em bancos, pintada em muros, como se fosse desprezável...quero protegê-la, para que a sua “simplicidade” se mantenha e, para além de uma palavra dita, volte a ser um simples sentimento, um simples olhar, um simples sorriso…

    September 05

    O despertar

    O despertar foi lento...pouco a pouco deixei a ténue claridade entrar nos meus olhos...olhei à minha volta...estava de bruços e os meus braços abraçavam a almofada como se esta fosse um bem precioso...estranhei...

     

    Estranhei o acordar, estranhei os pequenos raios de sol que irrompiam pela portada azul, estranhei até a música que tocava na rádio, aquele alinhamento dizia tudo...musicas como "Love of My Life", "Wake Me Up When September End" e "Right Here Waiting" proporcionavam a banda sonora perfeita para aquele acordar...suave, incompleto, só...

     

    Fechei os olhos e deixei a música entranhar-se...cada nota embalava-me em recordações e relembrava-me opções de um passado recente...pensei nas decisões, nos caminhos que poderia ter seguido, ponderei os resultados, com a certeza de quem se julga vidente...mas logo a certeza se desvaneceu e voltei a ser um peregrino em busca da verdade...afinal, como posso eu saber se as decisões que tomei ou vou tomar no futuro são as correctas?

     

    Levantei-me deixando para trás o aconchego dos lençóis e encarei o dia de cabeça erguida...mas o dia passou e a noite veio...

     

    Deitado de bruços, abraçando a almofada como se esta fosse a alma minha que julgo perdida, olho os ténues raios de lua, que irrompem pela portada azul, a mesma por onde passaram os raios de sol na manhã,  ouço um " (está) tudo bem" de João Pedro Pais ecoar pelo quarto, o rádio continua ligado...

     

    "Está tudo bem"  penso eu...e está...mesmo incompleto, prossigo o caminho,  escolhendo conscientemente as pedras a calcar, pois sei que, a seu tempo, o lugar da almofada será tomado pelo tal "love of my life" que Freddy Mercury entoava ainda esta manhã...

     

    Enquanto isso, espero e, lentamente, deixo o ténue luar ser substituído pela beleza da lua cheia, numa qualquer noite de sonho, dentro de mim...

     

    September 02

    Voltei...mas pouco

    Pois é...voltei de uma férias calmas...talvez até demasiado...estive em Portimão e consegui estar presente num concerto do  Pedro Abrunhosa...
     
    Muitos podem não gostar da sua voz mas, por detrás desta, os arranjos melódicos, os poemas que constituem a letra, o simbolismo, o afecto que cada palavra traz consigo, toca-nos...como me tocou a mim...
     
    Agora voltei e estou para aqui doente...doente sim...estou a sofrer de aborrecimento agudo com tédio de 3º grau...é como ter gases, não mata mas chateia (que raio de comparação =S ).
     
    Pronto podem ver que isto está um bocado mal para os meus lados...não faço nada que jeito tenha, nem sequer consigo escrever!!! Ai de mim...vamos lá ver se um dia destes me dá uma coisinha má e fico inspirado outra vez..."a ver vamos, como diz o ceguinho" (isto está mesmo mal, até já digo destas frases)
     
     
     
    Abraços e Beijos
     
    Diogo // White Tiger 
     
    P.S. Obrigado prof. Paulo pela correcção...foi mesmo uma desatenção que se pode perdoar (digo eu) dado o período de férias =P
    August 10

    Quando o Sono não Chega

    Deitei-me...cobri-me com os finos panos a que chamo lençois e adormeci...ou pelo menos tentei...

    Tentei, sim...porque o sono não veio...então, voltei...

    Voltei...e agora escrevo...o cansaço apodera-se de mim enquanto o faço...mas o sono não...

    Já não sei se é o medo de esquecer...se o medo de não o fazer...tentei encontrar respostas, em mim, nos outros...mas continuo sem saber se valerá a pena...

    O sonho...no sonho encontro-me contigo e tudo parece perfeito...mas...o sonho é apenas isso...um sonho...e logo acordo envolto numa nuvem de inquietações...

    Sinto que preciso de ti...que preciso desse olhar...desse sorriso...que tal como no sonho tomam o meu corpo e me fazem feliz...no entanto, tenho medo...não sei de quê ou de quem...medo de errar...medo de estar errado...

    Quantas vezes julgamos deter a verdade absoluta dos factos e, no final, estamos redondamente enganados, como uma criança que descobre que afinal, não há Pai Natal nem Coelho da Páscoa...

     

    E, nesta noite de Verão...escrevo...sem saber se a verdade está mesmo por detrás das tuas palavras...

    Escrevo...sem saber se é paixão, amor ou simplesmente saudade... escrevo sabendo apenas que me fazes falta...

     

    Boa Noite e desculpem se o texto parece confuso...mas hoje é apenas um desabafo...

     

    Diogo / White Tiger

     

     

     

    July 13

    Raios lunares

    O nacer do sol...há quase 16 anos que o vejo...todas as manhãs bem ao longe no horizonte um disco brilhante ergue-se por entre os montes...e todas as noites esse mesmo disco brilhante se esconde na sombra da serra que me viu nacer...ao longo da vida fui-me perguntando para onde iria ele...é que sempre que ele desaparecia um outro astro aparecia no firmamento...mais pequeno, menos brilhante, mais enigmático que qualquer outro...mais belo que qualquer outro...a Lua...

    Foi então que cresci...

    Os segredos do Sol foram esclarecidos..os da Lua também...mas esta conservava ainda o seu ar enigmático, como se escondesse um segedo...tentei percebê-lo mas faltava-me a experiência (direi antes as marcas profundas do tempo?)

    Foi então que cresci...

    E deparei com outro céu, outra noite, outra lua...deparei com a lua do meu coração...ainda mais enigmática e misteriosa...ela aparecia e desaparecia como o sol que nascia e caía...iluminando ou deixando apenas a escuridão...e foi nesse breu que morri...morri para mim próprio ao descobrir que os segredos dessa lua estavam para além do meu saber...

    Subitamente...caí em mim...a lua falou-me, olhou-me...afinal não era preciso entender a música celeste para apreciá-la...subitamente escutei a doce melodia...e finalmente entendi...o que é impossível de ensinar...

    O cofre fechado do luar abriu-se e mostrou-me a fonte da sua luz...chamam-lhe amor...eu chamar-lhe-ei apenas...pois...esqueci o nome...mas sei que ele ainda existe...sinto a dor de o ter esquecido, de o ter desprezado...e agora preciso dele...mais que nunca...e agora, ele pode não mais me querer...e então a lua por-se-à deixando para trás as trevas...gelando para sempre o céu...que perdeu a sua lua amada...

     

    fiquem bem...eu vou para Manteigas dar descanso a tudo o que faz parte de mim...

    aproveitem bem o tempo

     

    Beijo grande...e abraços

     

    Diogo/White Tiger

    July 08

    Não sei...

    Pois...cá venho eu escrever outra vez...para quem? Não sei...para todos aqueles que visitam este espaço, para todos aquelas que gostam de ler o que escrevo...gostava de saber se são apenas 2 ou 3...ou se são dezenas...mas, talvez isso não interesse...

     

    Há algum tempo que não escrevia...mas também, em tempo de férias é difícil encontrar aquele assunto tão concreto mas ao mesmo tempo tão abstracto que me permita divagar infinitamente sobre ele...e além disso, não gosto de escrever "à viva força"...a escrita é como o beijo...só tem valor, tanto para nós como para os outros, quando é sincero e desejado...

     

    Mas hoje escrevo porque me sinto diferente...quer dizer, todos nós temos dias "bons" e "maus"...hoje talvez esteja nos dias "maus"...é que hoje, mais que nunca, sinto que falta algo na minha vida...

     

    Não, não é um companheiro de estrada (tantas vezes desejado), não é a melodia de 4 pistons que sobem e descem alternadamente num bloco de metal...não, não é a necessidade de velocidade, não é a necessidade de sentir a força centrífuga a cada curva, ou as costas a afundarem-se no banco em cada recta...não...

     

    Falta algo...sim…mas o quê?

     

    Falta talvez a certeza…a certeza de estar certo ou errado...de estar a fazer o correcto ou estar apenas a tentar que algo tão pequeno como uma pétala ofusque toda a luz do sol...ou de uma lua...

     

    Falta algo…sim…mas o quê?

     

    Falta talvez um nós do passado…mas não, a página já foi virada...agora, uma nova folha branca se apresenta…mas a caneta gravou forte as palavras que lhe pediram...e estas marcaram as páginas brancas que estavam ainda por escrever...

     

    Falta algo...mas o quê?

     

    Faltam talvez...palavras...sim…palavras…que se escrevam por cima das palavras antigas (ou serão recentes?)...palavras que recordem as páginas anteriores do capítulo da vida...mas que dêem um novo alento a toda a narrativa...

     

    Faltam talvez, as palavras que, como o beijo...são apenas...(e agora cada um acabe a frase como melhor entender...)

     

      

    Beijos e abraços

     

    Diogo / White Tiger

    June 26

    O fim da aulas e a minha paixão

    Pois é...acabado o 10º Ano é tempo de se fazer um balanço desta temporada...

    Parece que ainda ontem era um ET num planeta estranho (ou apenas um aluno que se mudou da Serra da Estrela para as Serrinhas Sintrenses), com todos a olharem para mim com um ar desconfiado...e agora dou por mim no meio de todos vocês como se fosse família!

    Apesar de apenas estar com todos vocês há um ano, sinto que já conquistei o meu lugar, que já me "deram" o meu lugar entre vós...Por isso, a todos vos agradeço...

    Podia citar nomes, podia agradecer a cada um de vós...ao Artur que atenuou as saudades dos amigos perdidos, tornando-se ele próprio um amigo único...ao Leandro, ao Nuno, ao Fábio que me mostraram o Colégio Afonso V e me ensinaram as "regras básicas de sobrevivência"...à Paulinha "que esteve sempre lá"...à Marta que me adora chamar de "Becel"...ao Parente que tantas vezes me aconselhou...ao Filipe, destemido companheiro de Guerra...à Silvia que tanto me deu, talvez nunca se apercebendo disso...ao Carlos (Padeirinho), que me "baptizou" como "Manteiguinhas")...à Joana que vai deixar o CAV e de quem nunca me irei esquecer...e de tantos, tantos outros que me fizeram sentir "em casa"...

    A todos vocês eu agradeço, porque nem sempre mostramos o quanto todos são importantes para nós...

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    Falando de outros temas...estão já disponíveis as fotos da Vodafone Cup que decorreu neste dia 26 de Junho de 2005...o meu tio participou e claro eu fui lá ver =)

    Provavelmente ainda não se aperceberam (ok, são capazes de já se ter apercebido)... No meu corpo não há sangue...há gasolina (acho que é da 98...ou então um bocado mais rica)...

    A velocidade em 4 rodas faz parte de mim...desde os pequenos slot cars, até ao automodelismo,  passando pelas horas de mecânica com o meu avô e pela 1ª aula de condução (dada pelo meu pai) aos 10 anos...o meu amor são os automóveis, para mim não são apenas objectos, são família...

    E pronto, tá falada uma das minhas paixões, o automobilismo...por isso não se admirem se as fotos que por aqui andam sejam maioritariamente de carros...

    Desculpem isto hoje não estar tão bonito como das outras vezes mas a inspiração não abunda.

    Beijos e Abraços,

    Diogo