Diogo 的个人资料Quando a lua sorriu...照片日志列表更多 ![]() | 帮助 |
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Quando a lua sorriu...A paixão pela escrita, pelo amor, pela vida... 9月20日 A mão que nos levanta após a queda...As folhas acumulavam-se nos caminhos...lentamente desciam das árvores rasgando o ar frio e seco e descansavam sob as pedras da calçada. Não me apercebi. Caminhei, sempre decidido, passo forte, largo...e já no fim...tropecei...senti o frio do orvalho matinal penetrar nas costas...húmido, amargo, amargo sabor da derrota de quem, a um palmo da lua, tropeça num cometa...tão inesperado, tão excêntrico na sua forma de ser... Algum dia o sentirias...questão de tempo...talvez... Não estava habituado...não é comum sentir a desilusão quando somos o rosto de toda uma causa...mas o risco existe, está presente em cada passo e é traiçoeiro, mesquinho e injusto...olhamos o chão e depois o céu, vemos a lua lá tão alto...pensamos que quase lhe tocámos...e deitámos tudo a perder. O passo foi demasiado impetuoso? Rápido, desequilibrado tal era a ânsia de chegar? Ou o chão estaria húmido e sujo e as solas gastas dos passos de outrora...e foi então uma infeliz coincidência de factores que nos atraiçoou? O destino talvez... Olho em volta...é Outono...os laranjas, castanhos e avermelhados confundem-se num lençol natural...o odor a terra molhada passeia-se pelo ar...e pensamos no Inverno, no árduo Inverno que teremos q enfrentar para merecer o calor do Verão...levanto-me... Não caminhas sozinho...lembra-te... Avermelhados, castanhos e laranjas...o vento frio e seco passa por mim...sinto o calor, e algo mais, subir peito acima, sufoco em ânsia e frustração...só vejo lençóis quando queria ver fronhas...só cheiro terra humida quando procuro o teu perfume...só sinto o vento frio quando desespero por sentir os teus cabelos...o teu toque...os teus lábios...nos meus... Não fujas para que eu te procure...olha-me...e encontrar-te-ei...sempre... =) 8月28日 Determinado...mas não determinável"Determinado...mas não determinável"...as palavras ecoavam-lhe na mente enquanto tentava delinear o caminho... Parou o carro, abriu a porta e saiu...os cilindros conversavam alegremente por baixo do capot preenchendo o silêncio da aurora...tocou na chapa morna e sentiu o calor reconfortante...aurora ou crepusculo? Seria de crer que aquele dia já se esgotara, que a tarde dera lugar à noite e a escuridão desta fosse agora o palco por onde desfilava a luz de Apolo?* Esperou...Apolo erguia-se sim, o seu movimento lho confirmou, apercebeu-se que nada mais tinha feito do que deambular pelo mundo...(as palavras ressoavam convictas...) olhou em volta...viu o futuro como uma criança vê o saber indecifrável nos livros de um Doutorado...procurava no mar as certezas que a terra não dava...seria falta de adubo? Quem sabe... Entrou no carro...os ultimos meses tinham sido uma longa e tediosa espera pelo futuro já traçado..."já não está nas minhas mãos, agora..." dizia descartando-se do poder de decisão...umas longas férias da responsabilidade...assim seriam, ñ fosse o destino um animal caprichoso, hávido de reavivar "pecados velhos"...e mais uma vez...a lua quebrou a noite, num ciclo vicioso em que cresce, aparece, mingua...e morre...para renacer, tempos depois... Mas ele também crescera, como a lua...os pés calejados do caminho já calcado tornavam a carne mais resistente às agudas pedras do caminho...e a memória, precioso instrumento da razão, precavia-o da astucia do destino...ou pelo menos assim pensara... Não era, afinal, a mentirosa Lua quem despontava na noite...antes umas estrela, menos exuberante e altiva, mais sincera e consciente da frieza da noite...mas ainda assim, forte o suficiente para lhe iluminar o caminho... Avançou...trepou a pinheiros e carvalhos, escalou rochedos, paredes milenares com memórias dos mais recuados tempos...e sentiu...o calor, a luz, a doçura...das mais sinceras manifestações fisicas da natureza....olhou, cotemplou, desejou e por fim... Despertou...Apolo tinha subido no céu e olhava-o bem do alto do firmamento...o futuro tomara outra forma...do livro incompreensivel restava agora um esquema....uma linha ramificava-se em várias possíveis que se uniam mais à frente numa só...mais uma vez mostravam-lhe o quão insignificante era...dando-lhe apenas uma tarefa....que escolhesse o caminho que melhor se adequasse ao seus ideais...às suas prioridades...mas esqueciam-se, que no fundo...até o destino hierarquiza a sua intervenção... *Coisa engraçada o tempo...quimera criada para quantificar o momento (como se fosse possível), e que acabou por querer controlá-lo...e conseguiu! Não mais existiu Homem que vivesse sem senitr o preverso humor sádico deste...ser? Ah, pobre Einstein...dizias tu que apenas a velocidade da luz era constante...como estavas certo (ainda hoje duvido se falavas apenas em termos fisicos...ou se revelavas uma faceta filosofica) Nota: "Determinado...mas não determinável" é a permissa fundamental de uma teoria abordada por José Rodrigues dos Santos numa das suas obras literárias. 11月10日 OlharesUm olhar...não um reles fotograma entre uma piscadela forçada...um olhar quente, um olhar meigo...daqueles que, sem dúvida, deixa marcas...superficiais, profundas...o tempo o dirá ou...talvez já o tenha dito. Tempo, engraçado como abusamos dele sem saber bem o que é...para além de "uma sucessão ritmada de instantes fugazes"...12 meses (talvez mais) foi quanto durou aquele olhar...um olhar que, hoje, será tempo, de tão fugaz e ritmado que agora é...sepultado entre o abismo que o próprio tempo criou. Pensei que fosse, sincero...sei que o foi quando te olhava, brilhando do alto celeste. Deusa, astro, luz...plena, débil ou (de tempos a tempos)...sombra...conforme a tua condição obriga. Aceitei-te como eras, "mentirosa" como o povo diz, bela como os poetas auguram...eras perfeita aos meus olhos, mas haverá perfeição maior do que ser simplesmente, humana? Lua...tu pecaste ao esquecer quem te guiava todas as noites pelo nevoeiro que te perdia...eu pequei pela inocência e loucura... O meu olhar marcou-te, como as crateras que expões na escuridão e só alguns conseguem ver...marcou-te tão ou tão pouco que simplesmente o esqueceste...poucos sabem o quão frágil és, mas a tua órbita está traçada...tal como a minha… A noite não é a mesma sem luar...mas não deixa de ser noite só porque a lua é "nova"...cresceste, atingiste o auge e minguaste...mas novas luas chegarão nas asas do tempo... Lua... 9月9日 Is This The World We Created?Is This The World We Created?
by Brian May and Freddie Mercury Just look at all those hungry mouths we have to feed
Proponho que ouçam esta canção e reflictam...cada vez mais a juventude (leia-se a sociedade) está impregnada com a banalidade e as "modas". Irrita-me, irrita-me que todos tenham que seguir "um padrão", um modelo comportamental predefinido por “meia-dúzia de deuses” que nem se quer conhecemos, sujeitos a sermos rotulados e agrupados em estilos consoante a musica que ouvimos, a roupa que vestimos e tantas outras características que supostamente “definem um ser humano”. Nunca concordei com estereótipos, sempre dei voz à liberdade dos outros calando estes pensamentos que infelizmente já se entranharam em cada um de nós, evitando julgar pela vestimenta, pela pronuncia (seja ela do norte como canta o Reininho ou do Algarve como é apanágio do Camarinha) ou simplesmente pela estrutura física…e graças a essa digna forma de encarar o mundo fiz amizades e cometi erros…umas compensado as outras… Sempre cultivei a minha forma de ver o mundo, a minha própria maneira de encarar a diferença, expondo e defendendo as minhas convicções mas ao mesmo tempo tolerando as dos outros...e agora pergunto…não será esta obcessão pelo "catalogar" a base de todos os contratempos da humanidade? Pensem…será este o mundo que criámos? 7月24日 Outra parte de mim...Há poucos dias estreei um novo blog, mais descontraído, bem-humorado e interventivo.
Dará corpo a todas as minhas teorias, indignações e "revoltas" sempre num tom bem cómico e irónico.
Este blog continuará a existir como exteriorizações da minha alma ou simples destino da minha liberdade escrita.
Espero que visitem os dois, sem no entanto descuidarem que são duas produções do mesmo autor.
Obrigado pelos comentários,
White Tiger // Diogo
7月6日 Numa noite de Verão...Lentamente os seus olhos abriram-se...o meigo beijo da noite despertara-o...
Percorreu o horizonte ainda ensonado...aquela escuridão quebrada fazia lembrar num todo, um qualquer quadro de Dali...
Penetrando as copas dos pinheiros, um par de luzes descem a encosta num bailado quase hipnótico, assistidas pela lua lá do alto...
Os olhos fecham-se...
Roncos ecoam pelo vale...grave, crescentes...
Noutra noite, noutro tempo, seriam melodias, tentações...hoje não...hoje nada mais são do que a banda sonora perfeita que se desvanece no ar...
Os olhos abrem-se de novo...
As luzes desapareceram...o silêncio regressa, apenas interrompido pelo cantar regular de uma cigarra...hoje lento, enfadonho...é assim quando não faz calor...
Sentado na varanda, de costas para a janela...de frente para o mundo...sente em cada sombra a pincelada divina da natureza...e no seu peito a brisa reconfortante do sentimento...
O olhar move-se...descansa agora sobre o relógio de pulso...os algarismos vermelhos sucedem-se no mostrador...baptizaram uns de minutos, aos outros de horas...mas ambos desfilam perante os seus olhos, como modelos na passerelle do tempo...
Estranho...o seu desfile não é penoso como de costume...aliás, é ele quem lhes pede que não corram, que não fujam...implora-lhes que fiquem, que parem...mas o tempo é como a luz, se pára não existe...
- Só uma vez, quebrem as regras...
Pede-lhes a eternidade de um momento, de um suspiro...de um suspiro...
Os olhos abrem-se...
O meigo beijo dele, desperta-a...
Os seus olhos não percorrerm o horizonte, fixam-se nos dele...
O tempo não corre mais...pára...o impossível torna-se possível e a eternidade torna-se...num olhar...
Ela ajeita-se nos seus braços, ele acaricia-lhe os cabelos...trocam confissões, segredos, emoções num único gesto...os olhos dela fecham-se enquanto se aconchega...os dele fixam-se numa estrela...
- Obrigado...
Lentamente os seus olhos fecham-se...a noite acalma e o tempo passa...como se de um sonho se tratasse...
4月24日 As HorasAs horas…nada mais são do que intervalos cronometrados no relógio da vida. Períodos mais ou menos longos (consoante o momento ou o efeito) que marcam a passagem do tempo.
Para alguns, são como leves brisas que acariciam o rosto num momento de pura felicidade, para outros, ferozes tempestades que deixam esse mesmo rosto enrugado, gravando na fina camada de pele o que a vida gravou no coração. Naquela tarde de Primavera, também ele se sentia como prisioneiro do tempo. Os seus sonhos, alguns tão materiais quanto o mundo (poderemos censurá-lo por isso?), dependiam deste compasso (ir)regular.
Demasiado novo para ser dono do destino, quase demasiado velho (pensava ele) para agarrar as oportunidades que eventualmente surgissem. Refém do tempo, temia que as horas se tornassem um empecilho na hora de mostrar o seu valor…e por isso ansiava, desejava…dependente de algo que não controlava.
Como se sentia inútil, detestava não controlar pelo menos uma ínfima parte do que se passava à volta dele…habituado a ser dono de ele próprio, o seu espírito obrigava-o a depender apenas dele para alcançar o que desejava, mas a vida não era assim…e ele compreendia – “Não és dono do mundo” – repetia-se.
Quando algo não dependia dele, entregava-se de corpo e alma à mercê de quem o fizesse feliz, tal como se encontrava agora disposto a entregar-se totalmente ao sonho que o perseguia.
Navegava através da noite, na escuridão do seu sono, afinal esse sonho era apenas um…faltava outro, apenas mais um outro…ter dois sonhos seria assim uma ousadia tão grande? Ele não o achava, aliás, “o outro” como ele lhe chamava, era mais do que um capricho pessoal. Nesse “outro”, o pobre procurava um destinatário para todo o seu carinho…como se se redimisse do egoísmo a que o primeiro o submetia.
Queria ser Deus e a todos os Homens conceder a felicidade eterna…
Tolo, a sua condição de homem limitava-o…não era Deus não senhor, nem Santo nem Anjo...era homem e como homem que era, fazia de Deus à sua maneira.
Procurava alguém, sim, alguém para amar…alguém tão particular que, provavelmente, demoraria séculos a encontrar…mas ele confiava no destino, e procurava…
A noite chegava, a luz da lua despertava-o suavemente…as horas tinham-se perdido com o anoitecer. Ergueu-se e olhou as estrelas, subitamente, as horas pararam…uma imagem formava-se na sua mente…sabia que algo de especial o prendia…só não sabia o quanto…
fiquem bem ;)
Diogo
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